Zafenate a primeira banda de reggae no site !

Não é apenas reggae, mas um misturinha muito boa, gostosa e talentosa, com vocês, Zafenate!

Underfloripa – Vocês acreditam que o reggae, estilo bem explorado por vocês no cd de estréia, deve procurar novos caminhos para não cair na mesmice?

Theo – Acreditamos que toda música, independente do estilo, quando funde em sua sonoridade elementos que a princípio parecem díspares, tende a se enriquecer e gerar algo novo. Isso sem dúvida vale pro reggae também, mas qualquer gênero e segmento se expande e fortalece quando amplia suas experiências.

Underfloripa – A banda começou no cenário independente, como é lançar esse trabalho físico por uma gravadora major? Muda alguma coisa?

Theo – O lançamento do cd ainda é muito recente, então não deu pra medir o tamanho dessa mudança. Mas já da pra sentir alguns efeitos: nunca demos tantas entrevistas e tivemos uma exposição tão grande na mídia. Quando decidimos firmar essa parceria com a Cornucópia e a Midas, que é distribuída pela Universal, foi justamente pensando em expandir o alcance da nossa música, e creio que tem tudo pra dar certo.

Underfloripa – Você poderia discorrer sobre os shows na periferia de São Paulo? Como foi que surgiu a idéia de tocar para uma platéia que normalmente não tem muito acesso a cultura?

Theo – Sempre fizemos shows na periferia de São Paulo pois temos muitos amigos que são agitadores em suas quebradas, estão sempre armando eventos muitas vezes sem contar com qualquer apoio ou patrocínio. Todos têm acesso a cultura, mas pra quem não tem grana é claro que ele fica mais restrito a apenas aquilo que chega pelos meios de comunicação em massa e de baixo custo. Porém eu não acredito em cultura superior e sofisticada, acho que existem várias manifestações artísticas que são legítimas, seja da bossa nova à brega, do cinema cult a novela.

Underfloripa – Como é ter um padrinho como Nando Reis? Ajuda pelo peso do nome, ou é mais um parceiro dentro do cenário musical? Como vocês enxergam a importância do Nando?

Theo – Ter o meu pai como nosso padrinho ajuda pelo fato de chamar a atenção para nós, mas também nos dá uma responsabilidade maior uma vez que nossa obra passa a ter a dele como parâmetro de avaliação. Ele tem sido um grande parceiro abrindo espaço em seus shows e tendo inclusive nos convidado para fazer uma participação em seu dvd”Bailão do Ruivão”. A importância dele é muito grande no cenário musical brasileiro, mas o mais fundamental para nós é a relação de afeto e carinho que ele tem conosco.

Underfloripa – As influências da banda são apenas musicais ou poderíamos enxergar uma gama de influências fora da música?

Theo – Temos muitas influências além das musicais. Assim como gostamos de misturar diversas sonoridades em nossas músicas também temos uma visão ecumênica de mundo que possibilita uma espiritualidade que abarca e contempla manifestações culturais de diversos povos ao redor da terra.


Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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