Varejista americana Best Buy deixará de vender CDs

Uma mídia obsoleta que se auto destrói com o tempo? Não é de se espantar que apenas 89 milhões de CDs foram vendidos nos Estados Unidos ao longo de todo o ano de 2017. Em 2001, este número foi de 800 milhões de unidades e a maior parte destas vendas partiu de gigantes varejistas como a Best Buy e a Target. Com a decadência do interesse do público nos CDs decaiu, o espaço dedicado a eles nas lojas também diminuiu. De acordo com um relatório da Billboard, em breve a Best Buy irá deixar de vender CDs e a Target irá exigir que as gravadoras entrem com os custos relativos à venda de CDs.

A partir do dia 1º de junho, a Best Buy não terá mais CDs em suas lojas. Mídias físicas de música têm rendido à cadeia apenas US$40 milhões ao ano e a empresa decidiu dedicar o espaço que os CDs ocupam em suas lojas com outros itens mais lucrativos. A Best Buy ainda irá vender vinis pelo menos pelos próximos dois anos, mas os discos agora acompanharão a venda de vitrolas.

Enquanto isso, a Target está pressionando as gravadoras a assinar acordos de consignação, forçando-as à “comprar de volta” todo o inventário que não for vendido. Apesar da target ter apenas 100 títulos disponíveis a qualquer momento, ela ainda é responsável por uma grande parcela das vendas. Ainda de acordo com a Billboard, uma grande gravadora já recusou o acordo com a Target e outras duas ainda não se decidiram a respeito.



Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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