“This House Is Not For Sale” – Bon Jovi

Cacete, que saudade do Ritchie Sambora. Este último disco do Bon Jovi, "This House Is Not For Sale", o primeiro sem o guitarrista e com seu substituto, Phil X, é uma bagunça sem fim. Na maior parte do tempo é constrangedor. O disco começa com a faixa-título e primeiro single…

This House Is Not For Sale - Universal Music

Universal Music - 5.5

5.5

Um grande pastiche de rock de arena com rock adolescente moderno.

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6

Cacete, que saudade do Ritchie Sambora. Este último disco do Bon Jovi, “This House Is Not For Sale”, o primeiro sem o guitarrista e com seu substituto, Phil X, é uma bagunça sem fim. Na maior parte do tempo é constrangedor.

O disco começa com a faixa-título e primeiro single “This House Is Not For Sale”. A primeira coisa a se notar é que Phil X não é Sambora, embora às vezes ele tenta imitá-lo, como no solo desta música, e ao mesmo tempo busca uma identidade própria. Quando ele a encontra, é bem medíocre. Os timbres que saem de sua guitarra são ásperos e, francamente, bem ruins. E fica pior. A faixa ainda conta com um refrão com abomináveis “ôoô”s.

Há uma tentativa de rock de arena, ao modelo clássico do Bon Jovi, com refrões pegajosos e feitos pra se pular e cantar junto durante o show, mas eles falham. O maior erro é tentar modernizar a fórmula que consagrou a banda desde “New Jersey” e a banda acaba por perder sua identidade. Às vezes parece Imagine Dragons, às vezes parece One Republic, certos riffs lembram o U2 dos anos 2000 (!), e na maior parte do tempo parece mais o Kings of Leon depois de “Only By The Night”. Escolher um ponto baixo no disco é difícil, pois há vários. “The Devil’s In The Temple” é ruim de doer, mas a acústica “Scars On This Guitar” leva o troféu e é tão clichê quanto você pode imaginar.

Com letras pobres, cheias de analogias ao lar e à expressões americanas corriqueiras sobre o lar, o resultado final é bem ruim. Bon Jovi se distancia cada vez mais dos tempos de glória de “Always”, não chega perto de “It’s My Life” e consegue um resultado aquém até de “Have A Nice Day”.



Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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