The Name, o assombro no Underfloripa!

Uma das bandas mais atuantes de 2009, 2010 e começamos o 2011 com, eles, claro!

Underfloripa – Foi natural vocês chegarem a sonoridade dançante e ao mesmo tempo rocker que deixou o The Name com, digamos, um toque diferente dentro da cena indie?

The Name – Achamos que sim! A mistura de influências e a mudança das percepções ao longo dos trabalhos lançados vão dando essa cara mista entre disco, house, rock, punk, dance e etc. Veio naturalmente.

Underfloripa – O The Name existe há pelo menos uns 4 anos, vocês 3 se conhecem há bastante tempo, mesmo com essa experiência na bagagem, dava para imaginar que a banda chegasse onde chegou em um tempo relativamente curto?

The Name – A gente sempre mirou crescer, mas realmente não esperávamos tudo isso tão cedo. De “Assonance” (que foi quase um re-começo) pra cá não temos dois anos. Ficamos felizes com esse reconhecimento. Agora é continuar trabalhando para que possamos cada vez mais obter nosso lugar.

Underfloripa – Eu li numa entrevista que vocês gostariam de ver um show da extinta banda Cocteau Twins (banda alternativa dos anos 80 que chegou a tocar em São Paulo, na mesma década). Particularmente na minha opinião uma das mais subestimadas e fantásticas bandas da década de 80. Existiria uma ponte sonora entre o CT e o The Name?

The Name – Com certeza! O Cocteau Twins fez parte de uma cena da qual a gente adora e crescemos ouvindo. E realmente seria demais vê-los ao vivo!

Underfloripa – Outras bandas independentes tem um som que trafega na mesma praia de vocês como: Subburbia (PR), Copacabana Club(PR), Muniques (SC), mas dentre as que eu citei, o The Name tem um som mais post-punk, mais pesado e ao mesmo tempo tão dançante quanto essas bandas, como conciliar o peso do rock com músicas dançantes e se sobressair ?

Existe alguma fórmula, ou tudo sai da maneira mais espontânea possível?

The Name – Tudo tem acontecido da forma mais natural possível. Acho que as influências nossas acabam dando um pouco desse “peso” do qual você se refere. A gente costuma ouvir Chic, Human League, New Order, mas também ouvimos Associates, PIL, APB e Gang of Four.
Underfloripa – Onde falta o The Name tocar dentro do país?

The Name – Nunca fomos para o Norte e Nordeste. Seria demais poder fazer um roteiro por lá!

Underfloripa -Quais são os planos da banda para 2011?

The Name -O plano é lançar um álbum cheio no primeiro semestre. Se tudo correr bem, vamos trabalhar com foco quase total nisso nesses primeiros meses. Não vamos parar com shows e coisas do tipo, mas não vamos fazer turnês e seqüências muito extensas até o lançamento do disco. A idéia é focar o máximo nessas gravações e lançar um bom disco. Depois ainda não sabemos quem sabe aí sim um routing para divulgação do álbum e coisas do tipo.

Underfloripa – Continuará sendo uma opção da banda em lançar eps e compactos, ou vem por aí um cd com muitas músicas?

The Name – Se tudo correr bem, o álbum chega no primeiro semestre de 2011!

Underfloripa – O que representou para a banda assinar com o selo Vigilante? E em que ajuda ter um selo lançando o material de vocês?

The Name – Pra gente ta sendo ótimo! A estrutura que o selo te dá faz com que você possa investir em outras coisas, ter mais força na negociação de um show e principalmente na parte de imprensa. As divulgações ganham peso e o selo figura mais como um grande parceiro!

Underfloripa – O contrato com a Vigilante é para um trabalho único, ou sairá mais obras?

The Name – Fechamos um contrato longo com o Vigilante. Ainda vamos planejar os próximos anos, mas a idéia é lançar bastante material ao longo desse contrato, tanto aqui quanto no exterior.

Underfloripa – Vocês já tocaram duas vezes em Florianópolis, existem planos para uma terceira vez e o que vocês acharam do público aqui?

The Name – Na verdade foram três! Duas na Célula Cultural e uma na boate 1001 (acho que é esse o nome). A gente gostaria de voltar tão cedo pudéssemos. Quem sabe conseguimos colocar Floripa no routing de lançamento do álbum no meio do ano ou até mesmo uma data antes disso. Pra gente seria demais!

A gente adorou o público daí! Tocamos em duas edições de uma festa chamada Devassa Rocket e uma terceira vez com os queridos do Cassim & Barbária! Nas três foi super divertido e, com certeza, deixou um gosto de “quero-mais”.
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Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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