The Brisantinos – The Brisantinos

Dificilmente haverão novidades musicais, como por exemplo um som totalmente novo. Algo nunca feito antes. Dito isso não têm novidades na banda The Brisantinos, justamente por isso ela é boa! O CD dos The Brisantinos (gostei da ironia do The..) me chegou as mãos através de um amigo músico, Aldo…

Independente

Independente - 8.5

8.5

Stoner Rock com psicodelia. Quebradas inesperadas nas músicas. Olha, surpreendeu, viu?

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9

Dificilmente haverão novidades musicais, como por exemplo um som totalmente novo. Algo nunca feito antes.

Dito isso não têm novidades na banda The Brisantinos, justamente por isso ela é boa!

O CD dos The Brisantinos (gostei da ironia do The..) me chegou as mãos através de um amigo músico, Aldo Apache.

Um amigo dele, tatuador, o talentoso Vinicius Vicente, fez os desenhos internos e a capa do CD, da banda oriunda de São Carlos e São José do Rio Preto (a banda se formou entre as duas cidades), interior de São Paulo. O grupo que bebe nas fontes da psicodelia mesclada com o stoner rock, soube bem casar a alma livre dos desenhos feitos por Vinicius com a sonoridade da banda!

A primeira impressão é de que o trabalho começa de maneira descompromissada. Um rock básico, com rifs na medida, uma pegada que lembra aqueles rocks da década de 70. Muita sujeira com instrumentistas acima da média.

“Faces” a primeira faixa empolga. Começaram bem!

Daí pra frente os rapazes mostram como se deve fazer um CD com estilo, rock direto, as vezes crú, as vezes psicodélico.

O interessante das 7 faixas, é que com algumas quebras de ritmos, a banda consegue sair do lugar comum a maioria das bandas que mergulham de cabeça no stoner rock. Com isso conseguem fazer um som mais cheio, mais livre para as experimentações que aparecem dentro de determinadas faixas.

The Brisantinos não é a nova salvação do rock, mas consegue trazer uma esperança. Existem bandas boas no Brasil.

Elas podem não tocar na rádio, podem não passar na televisão, mas existem e estão por aí.

Fiquei extremamente feliz de poder ter conhecido o som desses rapazes, apesar da crueza em algumas faixas, a estética musical do grupo formado por: Bruno Clementin, Cármino Caramello, João Bolzan, Samir Cesaretti e Walter Tadini, se mantém dentro da proposta da banda.

Pra quem curte: anos 70, stoner, psicodelia e bandas que sabem bem onde querem chegar!



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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