TESS – ATLAS E O PÊNDULO NA VERDADE SOBRE O NÃO DITO

Lançado de maneira digital em 2017 (fisicamente ganhou o formato CD em 2018), “Atlas e o Pêndulo na Verdade Sobre o Não Dito” foi gravado, idealizado como uma opera rock acústica. Em 13 canções que representam atos ou momentos da peça, a obra vai se descortinando em sons, palavras e…

ATLAS E O PÊNDULO NA VERDADE SOBRE O NÃO DITO - Selo 180

ATLAS E O PÊNDULO NA VERDADE SOBRE O NÃO DITO - Selo 180 - 9.1

9.1

Quando bem elaborada, a loucura em forma de música e caos, preenche a necessidade do artista em se expressar. Tess conseguiu o que queria!

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9

Lançado de maneira digital em 2017 (fisicamente ganhou o formato CD em 2018), “Atlas e o Pêndulo na Verdade Sobre o Não Dito” foi gravado, idealizado como uma opera rock acústica. Em 13 canções que representam atos ou momentos da peça, a obra vai se descortinando em sons, palavras e sensações.

Por trás de todo o conceito, Daniel Tessler, músico e ator  que fez parte da mítica Os Efervescentes.

Daniel por trás de seu alter ego, Atlas Bartholomeu, criou uma pequena obra-prima. Cheia de sonoridades rebuscadas e instrumentos não muito utilizados em obras contemporâneas: oboé, cravo, cazoo, serrote e alguns outros oriundos de orquestras.

Ao fugir do lugar-comum, Tess ou Atlas, como quiserem, não buscou um mote. Foi atrás de uma cronologia própria, um “espaço continuum musical” e criou um pequeno pandemônio sonoro. Arriscado?

Sim. Por isso ouvir “Atlas e o Pêndulo…” é não apenas divertido. É sobrepor a música ao caos e desordem que poucos artistas conseguem atingir. Oscilando entre o experimental “Ensaio da Despedida”, a galhofa proposital encontrada em “Mente Fechada Boca Aberta (Valsa de Eus)” e outros devaneios, Tess criou uma bela obra.

Com respingos lisérgicos de Jupiter Maçã (mas indo bem mais além) e música do século XVIII, o disco (ou peça…) não fica nada a dever a outras criações musicais de nossa época que ganharam a alcunha de geniais.

De difícil digressão inicial, “Atlas e o Pêndulo..” requer tempo e maturação para ser apreciado como um bom e velho scotch!



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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