TAPE E SCANDURRA – EST

O trabalho de Edgar Scandurra e Silvia Tape foi lançado no final do ano de 2015 e o vinil em 180 gramas no ano retrasado (2016) sendo assim, sempre há tempo para falar de música boa! Antes da rasgação de seda começar (sim, já é uma espécie de "mea culpa"…

EST (SELO 180 FONOGRÁFICO)

EST (SELO 180 FONOGRÁFICO) - 10

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Um dos melhores trabalhos lançados por Scandurra, pelo Selo 180 e por Silvia Tape! A espera de uma continuação!

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O trabalho de Edgar Scandurra e Silvia Tape foi lançado no final do ano de 2015 e o vinil em 180 gramas no ano retrasado (2016) sendo assim, sempre há tempo para falar de música boa!

Antes da rasgação de seda começar (sim, já é uma espécie de “mea culpa” por não ter ouvido o disco antes), esse trabalho do Scandurra junto da cantora Silva Tape (à frente da atual fase das Mercenárias) é uma ode à musica “cool”. Canções com uma textura leve e de sonoridade profunda. Coincidentemente, a última resenha que esse assecla do site fez, também exalava o mesmo efeito, leveza e uma sonoridade envolvente.

Scandurra de belissimos trabalhos prestados a musica nacional não para. Devagar ele vai soltando trabalhos que de tão diferentes entre si, parecem realizados por outro músico. Algo na onda do MIke Patton, quanto mais diferente, melhor. Numa onda praia (não a toa o álbum foi gravado na praia com um programa facilmente encontrado na internet), onde o guitarrista gravava as bases e entregava para Silvia escrever as letras.

Dessa maneira, nasceu um dos mais belos trabalhos já lançados por Scandurra, Silvia e o Selo 180 Fonográfico, que lançou em fita cassete, CD e vinil.

Com uma pegada quase lo-fi, passeando por ambientes sonoros da música francesa (Gainsbourg é claramente uma referência muito presente) e ambiências que apontam um quê de Portishead e até mesmo pequenas sinfonias da guitarra de Edgar, o álbum é ao mesmo tempo, uma ode as experimentações e um clima de “sabemos o que estamos fazendo”.

Sim, o duo soube bem dosar as vezes de cada um brilhar nas faixas. Se por vezes a guitarra dá o tom em uma faixa, a suavidade de Silvia embala o ouvinte como uma canção a beira mar, em um país que não mais existe.

O trabalho tem gosto de utopia. Utopia de mais discos assim, mas é bem provável que não venham…

Porque não um EST Vol. 02?

 



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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