Sérgio Martins, o CEO da Lab 344!

Uma gravadora, ótimos lançamentos, e o porquê de em tempos de crise, se investir em música, novidades e formato físico em tempos de download, no Brasil!

Há alguns meses, percebi o crescente aparecimento de resenhas de uma gravadora até então para mim, desconhecida, ora saía uma critica na Revista Veja, ora em sites e revistas como a Revista Rolling Stone, e a cada semana, a coisa se repetia.

Logo, eram boas criticas por todos os lados, e claro, lá fomos atrás para saber um pouco mais desse exemplo de gravadora que aos poucos foi conquistando critica e mercado no complicado mundo da música.

Com lançamentos como:Vampire Weekend,The xx,She & Him, e também medalhões como:Duran Duran,Cyndi Lauper,The Pretenders e Simply Red,a Lab 344 com toda certeza fincou de vez o pé no mercado nacional e avança para conquistar cada vez mais diversos tipos de público, os saudosistas e também os neófitos em novas tendências indies.

E pensando nisso trocamos uma idéia com o CEO da empresa no Brasil, Sergio Martins.

Underfloripa – Como em um mercado decrescente uma empresa estrangeira resolve investir em um selo, com a característica indie? Existe um mercado no Brasil inexplorado que outras gravadoras não enxergam?

Lab 344 – Como já dizia Charles Darwin: “o segredo da vida está nos detalhes”. A gente tenta ser diferente e procura sair daquela chamada ‘zona de acomodação’, correndo riscos calculados sem perder a visão do todo. Mas é um trabalho árduo que exige muita dedicação.

Underfloripa– Qual a característica do mercado brasileiro que o difere do mercado internacional?

Lab 344– A distribuição digital nos EUA, Japão e Reino Unido apresenta resultados bem mais expressivos do que no Brasil. Ainda não temos um serviço tão inteligente como o Itunes.

Underfloripa– Existe alguma pesquisa que a Lab realiza ao contratar um artista, para torná-lo parte do casting, ou vocês levam em conta a qualidade, independente se o mesmo vende muito ou não?

Lab 344– Dependemos dos resultados no exterior para lançar os trabalhos por aqui. Se um disco for mal lá fora não justifica editá-lo por aqui, especialmente em se tratando de artistas promissores como Anna Calvi, Dylan LeBlance bandas novas como Two Door Cinema Club, Warpaint e The Love Language.

Underfloripa – Existe algum plano de lançar artistas brasileiros pelo selo?

Lab 344– Sim, estamos avaliando possibilidades e batalhando pra isso há algum tempo. Mas precisamos vender mais alguns discos!

Underfloripa– A imprensa de uma maneira geral entendeu rapidamente a proposta da gravadora, tanto que praticamente todos os lançamentos da lab, sai ou já saiu nos maiores veículos do país, como o selo enxerga isso em relação a aceitação da critica? Querendo ou não isso ajuda a vender?

Lab 344– Acho que entenderam que o selo tem alguma identidade, um conceito. Isso é importante pra gente. Temos o alternativo (Vampire Weekend, The xx, She & Him), mas também temos o clássico (Duran Duran,Cyndi Lauper, The Pretenders, Simply Red). É sempre mais prazeroso trabalhar com o que a gente gosta, e ouvindo quem a gente curte.


Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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