Psilocibina – Psilocibina

O power trio de nome sugestivo vem do Rio de Janeiro. Após 3 anos de muita labuta finalmente a banda colocou o seu bloco na rua, digo o trabalho na rede. Com uma forte pegada setentista, a banda consegue não repetir os mesmos feitos de outras bandas atuais de focar…

Psilocibina - Abraxas/Electric Magic

Abraxas/Electric Magic - 9.2

9.2

Se engana que do Rio de Janeiro só vem funk e pagodeiros ruins! A cidade pode se orgulhar de ter um power trio instrumental de primeira linha!

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9

O power trio de nome sugestivo vem do Rio de Janeiro. Após 3 anos de muita labuta finalmente a banda colocou o seu bloco na rua, digo o trabalho na rede.

Com uma forte pegada setentista, a banda consegue não repetir os mesmos feitos de outras bandas atuais de focar simplesmente em um único ritmo. Primeiro porque nem toda a música instrumental é fácil de se ouvir. Isso é uma verdade. Existem músicos e MÚSICOS.

Os últimos conseguem transformar acordes em música e quando se propõem a fazer apenas a parte instrumental, eles têm que ser muito, mas muito bons para prender a atenção de quem os ouve.

Esse é o grande trunfo da Psilocibina. As faixas mantem uma incoerência entre si, mais parecem uma trilha sonora de um filme de ação da década de 70 misturado a um musical e ficção cientifica. Complicado?

Não, nem um pouco, pois ao optarem pela liberdade sonora, o trio consegue a magia de surpreender cada um que escuta o primeiro trabalho cheio da banda.

Dá para notar a maestria de uma fusão de jazz com stoner (que para os poucos entendidos se fundem muitíssimo bem) na faixa “Supernova 3333”. Ou mesmo o funkeado da música “Na Selva Densa”, que remete a ritmos latinos e mantem uma pegada a la Carlos Santana encontrando Jimi Hendrix.

A disparidade entre as influências dos rapazes não só assusta, mas deixa o mais incauto ouvinte feliz por saber que o rock ainda consegue surpreender e deixar um velho critico de queixo caído com a maestria e tamanha desenvoltura de 3 músicos prontos para a próxima!

Alta octanagem, faixas redondas e cheias de magia com pitadas de latinidade, rock, jazz e virtuosismo!



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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