Prophajnt – Prophajnt

"Ah, ótimo. Mais um disco de metal pra conta" foram minhas exatas palavras quando apareceu em minha mesa o álbum de estreia desta banda de nome impronunciável. De acordo com o release, "Prophajnt" é uma palavra criada pela banda, que "percorre estilos que vão desde o Heavy Metal clássico até…

Prophajnt (Independente)

Independente - 5.2

5.2

Entre todos os chavões do gênero, este trabalho sofre mesmo com a sua produção amadora.

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5

“Ah, ótimo. Mais um disco de metal pra conta” foram minhas exatas palavras quando apareceu em minha mesa o álbum de estreia desta banda de nome impronunciável. De acordo com o release, “Prophajnt” é uma palavra criada pela banda, que “percorre estilos que vão desde o Heavy Metal clássico até o Hard Rock e o AOR”. Essa jornada estilística entre gêneros resulta num trabalho enfadonho e que parece interminável apesar da curta duração do disco.

Pra começo de conversa, o álbum está repleto de chavões do gênero, a começar com o nome esquisito e a tipografia esquisita. As músicas são todas em inglês, há um uso constante de teclados para fins dramáticos e infinitas convenções entre as músicas. Os músicos, é claro, são todos cabeludos e devem ter apenas roupas pretas no armário. Mas o maior dos chavões está logo de cara, na faixa que abre o disco, a introdutória “Un Sentiment”, de 42 segundos de duração. Ela é uma dessas faixas etéreas, apenas com vocalizes distorcidos. O que causa estranheza é que ela não conecta com nada. Ela acaba quase que abruptamente e a segunda faixa, “Strong Enough”, começa em outro tom e ignorando completamente a existência de sua antecessora.

Ao contrário de muitos trabalhos que passaram por aqui, a vocalista Verônica Pasqualin canta bem e é afinada, mas a voz parece apagada entre os instrumentos. Não consegui descobrir se isso foi um erro na mixagem no álbum ou se lhe falta potência na voz. O resto da banda é competente, mas é difícil ignorar os clichês. Introduções no violão, solos de derreter a cara, pedal duplo… são tantos! Porém, entre todos os clichês, há um pecado que é impossível de perdoar: Falta peso. A produção realmente errou a mão neste quesito que é importantíssimo para qualquer banda de metal ou hard rock que se preze.

A autointitulada estreia do Prophajnt não sofre de muitos dos problemas que muitos dos álbuns de metal nacionais sofrem. Sim, é cheia de chavões e a mixagem é amadora, mas os músicos não se forçam a fazer mais do que sabem por pressão do gênero, os timbres são bons e as músicas são bem cantadas. O problema é que continua sendo chato pra cacete. Convenhamos, não tem como botar muita fé num disco em que o preço vem impresso na capa.



Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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