Napkin – EP? OK!

Poderia ser mais uma banda ou duo norte-americano, mas não é. O duo NAPKIN que na época de sua gravação contou com mais cinco músicos na gravação do seu segundo EP (2016) hoje tem apenas dois musicistas no apoio dos shows; Mariel Maciel e Paulo Cesar Nunes Jr. Na linha…

EP? OK! - Independente

Independente - 6.1

6.1

Napkin, um duo que com mais sujeira e mais pegada, se tornaria uma ótima banda! Faltam corrererem mais riscos!

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Poderia ser mais uma banda ou duo norte-americano, mas não é. O duo NAPKIN que na época de sua gravação contou com mais cinco músicos na gravação do seu segundo EP (2016) hoje tem apenas dois musicistas no apoio dos shows; Mariel Maciel e Paulo Cesar Nunes Jr.

Na linha de frente continuam: a vocalista Natana Alvarenga e na guitarra, Kimberly Neves que também toca piano, teclado, percussão e faz backing vocal.

Do encarte impresso na própria embalagem em digipack até as informações, tudo é direcionado para o mercado internacional.

Com uma sonoridade não muito diferente de outras bandas, o EP lançado em 2016 é bom. Só que ao mirar um objetivo, a banda ou artista tem que se manter focado no mesmo.

Se as músicas são boas, cadência idem, a sonoridade e produção deixaram um pouco a desejar.

Em “Who You Are”, segunda faixa do trabalho das meninas, faltou um pouco mais de ousadia em transformar a faixa em uma música com mais punch, mais pegada e fazer um encontro do pseudo pop gringo com um garage punk.
A música pede isso! Ficou uma baladinha ok, um misto de indie limpinho com tecladinhos bacanas e um quase pé na pista de dança. Mas ao optar pelo meio do caminho, a canção que tinha um potencial incrível, ficou devendo.
“Shes Lovely” flerta com CSS e Copacabana Club. Boa faixa, mas continua insistindo em ficar na beira do caminho.

Porque não mirar em uma música mais suja, com mais pegada e porque não, mirando num grupo como o The Pretty Reckless em vez de ficar tentando emular outros grupos e não chegar a algum lugar?
“Out There” começa um pouquinho diferente, mas envereda pelo mesmo caminho.

A banda não consegue chegar a uma conclusão do que é mais viável. Um indie moderno, um som para as pistas, emular algumas outras bandas, afinal se o EP tem cinco faixas e não se encontra musicalmente até a quarta faixa, onde elas querem chegar afinal, se um simples ouvinte não entendeu três faixas?
Não me entendam mal. O trabalho é bom. Bem gravado, com músicos muito bons e a voz de Natana Alvarenga é muito boa!

O problema é que, bom é o lugar reservado ao senso comum.
Napkin é uma banda que me lembra bons times, mas que não passaram do quarto lugar em alguns campeonatos. Acreditem meninas, vocês tem muito mais potencial. Potencial para ir mais longe. Basta sair desse lugar-comum que não lhes pertence.



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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