Monster Truck – Furiosity

O Canadá é um país que vira e mexe surpreende quem gosta de música. Berço de inúmeros músicos e bandas de sucesso (para o bem ou para o mal), desde 2009, também é berço da Monster Truck, que em 2013 lançou “Furiosity”, álbum lançado pouco tempo depois no Brasil pela…

Furiosity - Hellion Records

Furiosity - Hellion Records - 8.1

8.1

Monster Truck não vai salvar o gênero southern rock, hard rock ou qualquer sub-gênero. Mas querem saber? Muitas vezes é é muitíssimo melhor ouvir bandas que parecem ter saído de uma capsula do tempo do que muitas atuais!

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8

O Canadá é um país que vira e mexe surpreende quem gosta de música.

Berço de inúmeros músicos e bandas de sucesso (para o bem ou para o mal), desde 2009, também é berço da Monster Truck, que em 2013 lançou “Furiosity”, álbum lançado pouco tempo depois no Brasil pela sempre antenada Hellion Records.

Furiosity não mostra muitos avanços no quesito hard rock, nem tampouco southern rock, no frigir dos ovos, não existe muito o que lamentarem um estilo que quase não avança em termos de novidades. Mas querem saber? O estilo e as bandas continuam fincando o pé na porta e descendo a lenha!

Talvez justamente por isso, há sim o que comemorar.

Nem sempre os estilos musicais têm que evoluir. Eles podem continuar a mesma coisa de dez, vinte ou cinquenta anos atrás, e nem por isso vão ser menos dignos de elogios em pleno século 21.

Com sua voz um pouco rascante e as vezes um tanto parecida com a de tantos outros vocalistas do gênero, Jon Harvey dá conta do recado. Afinado e com o respaldo de 2 eps antes do primeiro trabalho cheio, o rapaz tem bastante afinidade com o estilo.

A formação da banda conta ainda com Jeremy Widerman (guitarra), Steve Kiely (bateria) e Brandon Bliss (nos teclados) e óbvio, o som é parecido com muitos outros, mas não deve nada a nenhuma banda.

O que chama a atenção é que em 4 anos de estrada até “Furiosity”, o quarteto adquiriu uma segurança de veteranos e isso se vê na produção realizada com esmero por Ratz, e Hiren Mistry, que deixaram o som atual, e com pequenas “janelas” de pegadas setentistas entre uma faixa e outra.

A técnica também se destaca em todas as faixas. Com o cuidado de deixar as faixas pesadas e ao mesmo tempo radiofônicas, os engenheiros e a banda merecem todos os elogios em não deixar em nenhum momento as faixas caírem para um pop rock sem graça. Com 12 faixas o primeiro trabalho cheio é digno de figurar entre os grandes álbuns do gênero!



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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