INKOGNITA – INKOGNITA

Ikognita (Independente)

Independente - 4.9

4.9

Um amontoado de clichês. Banda com som pesado, letras ruins e músicos bons. Dá pra melhorar.

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O som pesado da Inkognita é um mistério. Parece heavy metal, mas as letras vão para outro lugar. Parece algo entre Marilyn Manson e uma banda que ainda não se encontrou musicalmente.

Entendam o som não é ruim, mas é recheado de clichês e não traz muita coisa nova. Aliás não traz nada de novo!

Da primeira música até a décima segunda outro clichê, todas as letras são uma visão depressiva do letrista. Ok, ninguém é obrigado a ser feliz o tempo todo. Mas as letras evidenciam uma mentalidade de um adolescente de 15 anos.

Letras com mais clichês, algumas nem conseguem fazer sentido como no caso de “Acordes de Autoquíria”.Na letra há um relato de um suicídio de um jovem. Em determinada parte vem essa pérola: “Aqueles acordes, conheço tão bem/Pois, no meu piano, eu mesmo os fiz/Deus abençoe os húngaros/Mas, por favor, esqueça de mim”.

Não entendi o que os húngaros têm a ver com um piano, mas ok. Liberdade para as letras sem sentido.

Enquanto as letras são um desafio de estética, as músicas vão se amontoando em clichês e mais clichês. Não é feio nem é pecado soar como dezenas de bandas. O problema é que musicalmente não dá para identificar o tipo de música que a banda faz.

Heavy metal, industrial, uma versão do Charlie Brow Jr. mais pesada…fica difícil.

Os músicos da banda tocam bem. Nenhum deles é um assombro em seu instrumento, mas são bons o suficiente.

A banda precisa encontrar seu caminho. Se definir musicalmente, melhorar as suas letras e abandonar os clichês para sair do lmbo do lugar comum.

Existe uma pequena esperança para que isso aconteça. Autocrítica.

O trabalho em um todo é de regular para ruim.

Uma dica para o letrista da banda, leia muito, jovem. Leia de tudo! Baudelaire, Bukowski, Fante, Bandeira, Leminski, Fitzgerald, o que mais você puder ler.

Quadrinhos, turma da Mônica, Gailman, Kerouack, mas leia como se sua vida dependesse disso.

O nome da banda veio bem a calhar, o som é realmente uma incógnita!

 



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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