“In The Lonely Hour: Drowning Shadows Edition” – Sam Smith

É facil criar uma antipatia com o cantor britânico Sam Smith. Ele é limpinho demais, o som dele é limpinho demais, tudo é limpinho demais. Embora o som seja totalmente agradável aos ouvidos, fica um pouco difícil de criar empatia com ele. Um bom exemplo disso é a primeira faixa,…

In The Lonely Hour - Universal Music

Universal Music - 6.5

6.5

No geral, um bom disco. Sem muitos pontos baixos, ou altos.

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7

É facil criar uma antipatia com o cantor britânico Sam Smith. Ele é limpinho demais, o som dele é limpinho demais, tudo é limpinho demais.

Embora o som seja totalmente agradável aos ouvidos, fica um pouco difícil de criar empatia com ele. Um bom exemplo disso é a primeira faixa, “Money On My Mind”. O tema é clichê, a letra é clichê e o refrão, cheio de Autotune, é difícil de engolir. Ela deixa uma primeira impressão bem ruim, mas logo vêm “Stay With Me” e “I’m Not The Only One”, que já contaram com uma altíssima rotação em rádios FM por todo o mundo.

No geral, este é um bom disco. Fora a já citada “Money On My Mind”, não há muitos pontos baixos, mas também não há muitos pontos altos. Ele se perde muito entre gêneros, às vezes num pop à Disclosure, como “Life Support”, às vezes emulando um Justin Timberlake, como em “Restart”, e às vezes fazendo canções acústicas leves, como “Not That Way”.

A versão “Drowning Shadows Edition”, é um CD duplo com arte de capa alternativa, mais sombria e, na opinião deste, bem mais atrativa que a original, além de doze faixas adicionais, como “Love Is a Losing Game”, de Amy Winehouse, uma versão ao vivo de “Latch”, com participação da Disclosure, e versões com A$AP Rocky e John Legend, ainda mais FM que as originais.

Ouvindo este álbum, eu consigo finalmente entender porque ele foi escolhido para gravar a trilha principal de “Spectre”, o último filme de Daniel Craig como James Bond. O jeito de crooner dele é convidativo, às vezes ele soa como um Robbie Williams com menos bravata e mais humildade. Embora os falsetes muitas vezes sejam exagerados e muitas vezes irritantes, no geral, este disco é um bom exemplo de bom gosto e boa produção, mesmo que, no final das contas, tudo seja limpinho demais.



Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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