Galo Power – Lysergic Goove

Para cada álbum gravado por uma grande banda da década de 70, século passado, haverão pelo menos umas 50 bandas querendo emular como a “GRANDE BANDA”. Não saberia dizer se a frase acima existe. Ao menos ela se torna uma verdade quando se descobre que há cada ano, mais e…

Lysergic Goove (Monstro Discos)

Monstro Discos - 8.1

8.1

É como se deitar e acordar em meio à um show deles, só que em 1971.

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8

Para cada álbum gravado por uma grande banda da década de 70, século passado, haverão pelo menos umas 50 bandas querendo emular como a “GRANDE BANDA”.

Não saberia dizer se a frase acima existe. Ao menos ela se torna uma verdade quando se descobre que há cada ano, mais e mais bandas bebem direto da fonte e conseguem acertar.

Óbvio que o caso do Galo Power é o acerto. Um senhor acerto!Uma banda de talento inquestionável. Um quarteto que soa setentista, e porque não? Mas que não faz questão alguma de fugir de suas influências, o que torna o quarteto goiano um poço de psicodelia banhada com o bom e velho hard rock, e se é bom?

É como se deitar e acordar em meio à um show deles, só que em 1971.

Mas para todos os adjetivos, existem o, porém.

O som soa (talvez propositalmente sujo e um pouco “fechado”) hermético. Como se a banda tivesse receio de deixar mais radiofônico e potente. Soa revisionista e as vezes um pouco mono, as vezes parece que se escuta a banda direto de uma rádio AM, não é que seja ruim, mas diminui o seu potencial.

Críticos são na sua grande maioria uma cambada de chatos que foram ou são músicos frustrados, mas como aqui não é caso, mesmo com um fone de ouvido acima da média, parece que a banda esqueceu de abrir alguma saída de som.

O som se torna um pouco abafado, mas mesmo com alguns poréns, é uma banda acima da média nacional, com virulência o suficiente para saírem da sua zona de conforto e arriscarem algo novo para um próximo trabalho.

E não poderíamos findar a critica sem destacar a excelente capa feita por: Thomas Bove e Jovan de Melo, um espetáculo!


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Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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