Entrevistra com o Wry!

Uma das melhores e maiores bandas da cena independente, com vocês, Wry!

Underfloripa – O que motivou tantas mudanças no novo cd? Canções em português, novas experimentações e até mesmo um flerte com canções mais psicodélicas, a banda volta de Londres mais ousada ou era um caminho natural?

Mario – Foi mais o desprendimento do que vem de fora, do que acontece nas revistas do mundo pop, foi parar de ler a NME ou parar de gostar do que está mais em evidência. Foi mergulhar no que é real e sincero nas nossas influências. Foi querer fazer o que realmente gostamos.

Underfloripa – Todos irão perguntar por que a banda saiu de Londres e voltou para o Brasil? A pergunta seria pertinente se não fosse chata, mas voltar ao Brasil quando o cenário é totalmente mais amistoso as bandas independentes e os festivais se consolidaram como uma nova forma de alavancar negócios, bandas e público, dá um gás a mais para a banda?

Mario – Não existe nenhum motivo nesse sentido pra nossa volta, voltamos porque quisemos e não foi nada a ver com mercado ou lugar mais promissor nem nada disso. Foi mais por causa de nossos planos quanto pessoas comuns, foi o tempo que queríamos ficar lá fora, foi a saudade, foi a vontade de viver onde as pessoas são da sua terra, foi querer voltar ao lar e nada mais que isso.

Underfloripa – Há uma preocupação em conquistar novos públicos no Brasil, ou a banda tem consciência que mesmo fora tanto tempo, possui uma geração de fãs aqui?

Mario – Vontade de que mais pessoas conheçam nosso som é normal, qualquer um é assim, adoro nossos fãs, (risos). Sim, sabemos que temos fãs no Brasil e os adoramos.

Underfloripa- Qual foi o show que cada um pode ver em Londres que com certeza mudou a perspectiva de cada um no palco?

Mario – Não creio que exista um show que mudou a perspectiva de palco da gente, mas teve os shows importantes como o show do dia 16 de maio de 2008 quando nossos ídolos nos assistiram, o MBV (My Blood Valentine).

Underfloripa – Existe a possibilidade de voltar para a Europa e excursionar como uma CSS ou um Bonde do Role, ou o nicho para as bandas indies é totalmente diferente?

Mario – As possibilidades existem sim, mas dependeria de muitas coisas para gente querer aceitar. O Brasil écheio de coisas boas para agora nessa altura do campeonato querer desperdiçar. Grande abraço e leiam http://wrynow.blogspot.com!


Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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