Entrevista com a banda catarinense Unfactory!

O quarteto de Florianópolis, que mistura dark, minimal, eletrônico e rock em uma entrevista exclusiva ao Underfloripa. Leiam o que o mentor do projeto, Christopher nos disse!

Porque vocês escolheram esse nome para a banda, Unfactory

Christopher – Bom, na época que eu e o Didi havíamos formado o projeto, estávamos muito ligados á música industrial e EBM. Nós queríamos um nome que remetesse a este tipo de som… o significado da palavra, seria resto de demolições que são aproveitáveis

O mercado aqui no sul para a música eletrônica é muito rentável e existem varias raves durante o ano, porque a Unfactory não tocou em nenhuma até agora?

Christopher: acho que o som da Unfactory não se encaixaria nestes tipos de festas até porque alguns amigos meus que são DJs acham a Unfactory mais uma banda de rock do que de eletrônico!O som da Unfactory é bastante diferente na questão de ideologia com a musica eletrônica, pois quem freqüenta estes lugares querem dançar e se divertir sem querer saber quem esta por trás das pickups.

Atualmente eu e o baterista da banda estamos finalizando um projeto que se enquadra em: raves e festas eletrônicas exatamente com você falou.
Seria algo ente o minimal e dark, meio Booka Shade meio David Guetta..hehehehe, brincadeira quanto esta ùltima parte….

Porque a banda toca tão pouco aqui em Florianópolis e porque vocês nunca foram tocar fora daqui?

Christopher – Cada um da banda toca em outros projetos o que gera muitos choques de horários. Outro fator também são os lugares que aceitem este tipo de som, principalmente em Florianópolis. Para tocar fora não ha tantos problemas, desde que haja transporte e estadia, algo que encarece o “produto”.

Porque o antigo vocalista não fez parte das gravações do primeiro cd?

Christopher – Na época que estávamos fazendo o EP, a banda iria se chamar She Bleeds…íamos ser apenas o Luciano e eu e estávamos buscando um som diferente, mais eletrônico, mais electro…No final das gravações ele resolveu sair, abrindo espaço para eu escolher o que fazer com o projeto e as musicas. Tem uma banda que gosto muito o King Crimson que tem uma historia semelhante, possuindo varias “encarnações” com o passar dos anos, mudando seu estilo de som e sua instrumentação. Eles me inspiraram a deixar o nome Unfactory e chamar outras pessoas pra me ajudar…

Depois que esgotou a primeira leva de cds da banda, criticas positivas na imprensa local e nacional..quais são os planos para 2008?

Christopher – Estive esse tempo procurando uma gravadora para a Unfactory, precisava de alguém que pudesse ajudar a divulgar o som para fora. No inicio havia a Torched e depois a Nullrepublik, mas o meu interesse era na questão de ajuda financeira para poder prensar a maior quantidade de discos e que tivesse uma projeção maior lá fora. Conseguimos uma gravadora alemã e uma italiana que estão bastante interessadas em ajudar em um novo.

Estamos no momento combinando um lançamento de um novo EP para segundo semestre do ano a qual vai incluir a single “Change the fairy Tale” que já esta disponível no myspace.

Enquanto o EP não vem vocês podem em breve escutar o novo projeto chamado Plastikbit de minimal, a qual inclui eu e o Walmoli.

http:\\www.myspace.com\unfactory


Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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