Entrevista com a Banda Caps Lock!

Será mais uma banda para adolescentes ou com personalidade própria? Conversamos com eles e vem aí uma promissora banda com personalidade forte!

Underfloripa – O rock ao que parece nos últimos tempos, perdeu sua aura contestadora e agora se apresenta sob uma faceta mais pura e menos agressiva, vide as bandas que vêm conquistando espaço nos últimos tempos, onde vocês se enquadram no atual cenário?

Nos consideramos um meio termo nesse contexto. Procuramos preservar a crítica que o Rock sempre propôs porém de forma muito racional e coerente. Procuramos promover a discussão dos assuntos que tocamos e também falamos de amor com muita sinceridade.

Underfloripa – O nome da banda obviamente remete a computadores, um mundo moderno, conectividade, mas dá para passar uma imagem moderna e atual, cantando músicas românticas? Como fazer isso sem parecer um pastiche?

Com toda certeza, o amor é atemporal e, portanto, se encaixa no cotidiano moderno perfeitamente, sem ser pastiche.

Underfloripa – Onde vocês se enquadram no atual cenário musical brasileiro, uma banda de pop rock, emo ou a banda foge de estereótipos?

Procuramos fugir de estereótipos, mas não temos medo deles. Deixamos o público a vontade para discutir em que raiz do rock nos enquadramos, sempre certos de quem em 2 anos estarão nos rotulando com outros nomes completamente diferentes. Acima de tudo amamos muito a música como um todo.

Underfloripa – Trabalhar com o midas da música nacional, ajuda sem dúvida, mas a pressão pelo sucesso não incomoda?

Acredito que a maior pressão pelo sucesso feita sobre nós, é exercida por nós mesmos, mas não por ter gravado com o Rick Bonadio, e sim porque não conseguimos nos ver trabalhando em outra coisa. Temos muito claro que todas as bandas que gravaram no Midas não atingem o sucesso graças a produção, e sim por terem ralado muito no undergound e formando seu público na raça.

Underfloripa – Deixem um recado para as bandas que estão começando e querem chegar longe.

Acredito que o primordial é ter composições próprias, senão a banda não tem motivo de existir. Tendo elas, grave, ainda que só voz ou violão, ou na garagem de casa, mas o importante é disponibilizar pra galera na internet. Depois é botar a cara pra bater nos shows, e tocar em tudo que aparecer, por pior que seja o buraco. Se a banda conseguir fazer tudo isso com muito amor e vontade, tem grande chance de ter futuro.


Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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