Disaster Cities – LOWA

Um trio que se transformou em quarteto e não segue apenas uma direção. Assim poderíamos começar a dissecar esse grupo que fez seu debut no primeiro trimestre desse ano, com “LOWA”. As oito faixas do CD lançado pela ABRAXAS comprovam 2 fatores: o rock não morreu, a ABRAXAS dificilmente erra…

LOWA - Abraxas

LOWA - Abraxas - 9.1

9.1

Se toda estreia de bandas fossem assim, os críticos ranzinzas não teriam mais motivos para falarem mal das bandas. Que petardo!

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9

Um trio que se transformou em quarteto e não segue apenas uma direção.

Assim poderíamos começar a dissecar esse grupo que fez seu debut no primeiro trimestre desse ano, com “LOWA”. As oito faixas do CD lançado pela ABRAXAS comprovam 2 fatores: o rock não morreu, a ABRAXAS dificilmente erra em escolher e lançar as bandas que levam seu nome em seus trabalhos.

Com uma pegada stoner, o grupo acima de qualquer coisa possui talento. Os instrumentais da banda são de primeira linha. Desde a primeira faixa onde o couro come, “Mice and Trash Cans” podemos perceber o quão azeitada é a cozinha rítmica. Sem cair em armadilhas o grupo que também incorpora alguns elementos de grunge e rock alternativo, consegue dar enfase ao rock pesado, com vocais limpos e andamentos que beiram um tantinho no comercial do Linkin Park, por exemplo.

Mas antes que alguém vá dizer que o agora quarteto é um simulacro dos norte americanos, a sonoridade passa longe, mas muito longe disso.

Sem medo de correr riscos, o DC se esmera em técnica e simetria musical para sair do lugar-comum, como é possível ouvir na faixa “Heartbroken Robot”. Se você querido (a) leitor (a) entender um pouquinho de música, sabe que antes da existência da canção (música) e letra, se não houver um mínimo de sincronia entre essas duas partes, com o perdão do trocadilho, a obra se torna um desastre!

Na faixa em questão o grupo consegue a conexão perfeita entre a letra e a música. O tempo da bateria, guitarra e baixo são sublimes!

O mais importante saber nesse petardo de 2018 é saber que mesmo com a distância entre os membros da banda (Chapecó e São Paulo), as dificuldades de lançar um trabalho independente e ainda mais quando se enquadra dentro de um nicho especifico do rock, a estreia da banda não poderia ser mais promissora!

Disaster Cities criou um dos melhores libelos do rock pesado de 2018, não apenas no Brasil, mas, com certeza, dentro do gênero alternativo no cenário mundial!



Passou dos 30 e poucos anos faz tempo, resenhista (aka crítico musical), editor e amante das boas coisas da vida: música, cinema, literatura, teatro e o que mais envolver artes! Já escreveu para jornais, revista, sites e hoje batalha nesse humilde espaço. Poeta nas horas vagas, já percorreu o Brasil, mas hoje vive em São José, bem ao lado de Florianópolis.


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