“Delirium” – Ellie Goulding

A palavra chave aqui é "energia" e Ellie Goulding tem isso de sobra. Quem, como eu, viu a performance dela no Lollapalooza Brasil em 2014 sabe do que eu estou falando. Porém, aqui temos uma cantora um tanto diferente da que veio a São Paulo dois anos atrás. "Delirium", terceiro…

Delirium (Universal Music)

Universal Music - 7.5

7.5

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8

A palavra chave aqui é “energia” e Ellie Goulding tem isso de sobra. Quem, como eu, viu a performance dela no Lollapalooza Brasil em 2014 sabe do que eu estou falando. Porém, aqui temos uma cantora um tanto diferente da que veio a São Paulo dois anos atrás.

“Delirium”, terceiro álbum da cantora, tem uma roupagem bem mais pop à Calvin Harris que seus trabalhos anteriores. Na verdade, a mudança de direção já podia ser percebida em seu trabalho anterior “Halcyon”, mas agora vem mais escancarada.

Temos todos os elementos de um bom disco pop aqui, uma mistura coerente de singles fortes, como “Army” e “On My Mind”, aquelas músicas intimistas com letras intimistas como “Holding On For Life”, músicas para agradar os fãs e conquistar novos.

Falei em energia no começo desta resenha e volto a falar que este é o cerne do disco. Qualquer uma destas músicas poderia tocar facilmente em qualquer baladinha e fazer todo mundo dançar.

O ponto baixo do disco certamente é “Love Me Like You Do”, lançada como single antes do disco e que faz parte da trilha sonora de um certo filme cinza baseado em um romance de rodoviária cinza. O música não é ruim, e nem faz desmerecer o trabalho do disco, mas ela parece perdida aqui. Além do mais, ela tocou em rotação tão alta nas rádios FM que no momento que eu recebi o disco, já não a aguentava mais.

No final das contas, este disco pode não ter agradado tanto aos fãs da cantora inglesa, mas o foco fica na palavra “tanto”. É descartável? Talvez. É bom? Com certeza.


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Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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