CPM22 lança versão em vinil do álbum “Suor e Sacrifício”

A versão em vinil do álbum “Suor e Scrifício”, o trabalho mais recente da CPM 22, chega às lojas hoje, dia 5 de novembro. Licenciado pela Universal Music, o disco em vinil duplo e colorido é um lançamento da gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB).

Esta é a primeira vez que a banda, formada em 1995, lança um álbum em vinil. “A gente decidiu lançar esse disco [em LP] porque foi um disco que agradou muito a banda inteira. Acho que essa é a melhor formação que a gente já teve e a gente criou uma unidade dentro da banda que dificilmente acontece, de todo mundo gostar do disco todo, das letras, da mixagem, da máster, da arte, da capa, de tudo. Então eu acho que tinha tudo a ver dar valor para esse trabalho”, conta o vocalista Badauí.

“Suor e Sacrifício” em LP preto e laranja, edição limitada de 300 cópias, conta com “Revolução” e “Cruz”, duas faixas que ficaram de fora da versão em CD e que só haviam sido disponibilizadas nas plataformas digitais. “‘Revolução’ eu fiz com o Henrike [Armada / Blind Pigs] porque era uma base bem punk rock que eu tinha feito com o Ricardo Galano, e eu já queria chamar ele para fazer uma letra fazia um tempo. Daí ele veio aqui em casa e a gente decidiu a música e ficou do caralho. ‘Cruz’ estava no bolo das composições do disco novo, é uma música que eu gosto muito. A gente tem tocado ela direto nos shows”, revela o vocalista.

Badauí, que é colecionador de discos de vinil, diz esperar que “Suor e Sacrifício” neste formato atraia a atenção do público jovem, acostumado com a música digital. “Acho importante também valorizar a mídia analógica, pegar o disco nas mãos, ler o encarte, ler quem produziu, porque muitas vezes a gente ouve nas plataformas e nem sabe quem é o cara que mixou o disco, isso era muito importante na época em que eu comecei a gostar de música, então eu espero que tenha esse apelo”.



Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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