Beck – Morning Phase

Após um jejum de seis anos, Beck nos presenteia com esse álbum incrível, lançado pela Capitol Records, em fevereiro deste ano. É surpreendente a semelhança com “Sea Change”, outro trabalho seu de 2002: ambos possuem uma atmosfera introspectiva e melancólica. O que os diferencia um pouco é que “Morning Phase”…

Morning Phase (Capitol Records)

Capitol Records

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Após um jejum de seis anos, Beck nos presenteia com esse álbum incrível, lançado pela Capitol Records, em fevereiro deste ano. É surpreendente a semelhança com “Sea Change”, outro trabalho seu de 2002: ambos possuem uma atmosfera introspectiva e melancólica. O que os diferencia um pouco é que “Morning Phase” é um disco mais otimista comparado com o anterior, no qual a principal inspiração foi o término de um relacionamento amoroso que ele tinha na época. Os arranjos deste novo trabalho também se destacam em relação ao antigo, por serem um pouco mais sofisticados.

“Sea Change” foi um marco na carreira de Beck e recebeu ótimas críticas, com este, parece que o feito se repetiu: um trabalho maduro e delicado, sem aquela ironia, característica marcante em suas canções (não que isso seja ruim). Não há sons dançantes neste disco, e às vezes surpreende pelas mudança de nuances, indo da melancolia ao otimismo.

Com quatorze faixas, “Morning Phase” nos convida a uma viagem dentro de nós mesmos, ou se preferir, a um momento para relaxar e não pensar em nada.

Cycle, a primeira faixa, tem apenas 40 segundos e já nos mostra o que está por vir, seguida ininterruptamente por Morning, uma das mais belas canções do disco, começando com o verso “Woke up this morning, found a love light in the storm”, nos trazendo uma mensagem positiva, de esperança.

Nas faixas seguintes, “Heart is a Drum”, “Say Goodbye”, “Blue Moon” o que se destaca são os arranjos de cordas riquíssimos em conjunto com a voz suave e melancólica de Beck.

Então, de repente, o disco muda para uma linha bastante orquestral e com pianos atmosféricos nas músicas “Unforgiven” e “Wave”. É impossível não parar seja lá o que for que estiver fazendo para prestar atenção, principalmente nesta última. E isso se repete nas sequências seguintes, sempre nos surpreendendo, até o final do álbum, com “Waking Light”.

Sem dúvida, um dos melhores trabalhos deste grande artista.


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