Avantasia – Angel of Babylon

Recebi em mãos o CD da terceira e última parte de uma trilogia do multinacional e multioperático projeto do vocalista do Edguy, Tobias Sammet. Olhei sua capa azul, o título com conotações bíblicas e eu fiquei sinceramente surpreso ao perceber que o Avantasia ainda existe. Por favor, que os metaleiros…

Angel of Babylon (Nuclear Blast)

Nuclear Blast - 6.8

6.8

Nenhuma surpresa em mais um álbum do dream team do metal melódico.

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7

Recebi em mãos o CD da terceira e última parte de uma trilogia do multinacional e multioperático projeto do vocalista do Edguy, Tobias Sammet. Olhei sua capa azul, o título com conotações bíblicas e eu fiquei sinceramente surpreso ao perceber que o Avantasia ainda existe.

Por favor, que os metaleiros que me leem não me levem à mal, mas eu nunca fui um true believer. Andei com muitos metaleiros quando era mais novo, muitos de meus melhores amigos na época curtiam metal, curti muitos sons e fui em vários shows de bandas de metal, inclusive assisti ao histórico show do Edguy no Underground Rock Bar em 2002 no auge dos meus 18 anos. Mas, o tempo passou e eu me distanciei de muitos de meus amigos que curtiam metal e me concentrei em outros sons. Parei de acompanhar as bandas e os lançamentos e não dediquei meus esforços ao metal, especialmente ao metal melódico e suas muitas variações e subgêneros.

Ainda mais surpreso que eu fiquei ao saber que o Avantasia ainda existe, fiquei ao perceber que o som continua praticamente o mesmo. Ouvindo as doze faixas do álbum, era como se eu tivesse aberto uma cápsula do tempo e pegasse um disco de 2002 e botasse para ouvir depois de muitos anos. Todos os chavões do gênero estão lá bem representados desde, os coros, o pedal duplo, as guitarras ágeis até os gritos operísticos no final de um refrão. O piano no final de “Blowing Out the Flame” é tão chavão que chega a ser meio patético.

Entre outros momentos constrangedores no álbum temos a voz distorcida no pré-refrão de “Rat Race” e o seu esquisito solo, que parece que não combina com o resto da música, e o início circense macabro de “Death Is Just a Feeling”. Porém, no geral, “Angel of Babylon” é um bom álbum, coeso e com excelentes músicas que em alguns momentos me fizeram levantar o punho no ar. Apesar de seu início esquisito, “Death Is Just a Feeling” é absolutamente excelente, assim como boa parte do álbum.

O álbum não traz nenhuma novidade, mas ele provavelmente não veio para quebrar o status quo ou revolucionar o gênero. “Angel of Babylon” e o Avantasia é um bom fanservice, entrega o que se propõe a entregar, um álbum sólido de um gênero bem estabelecido. O projeto sempre foi algo como o dream team do metal melódico, jutando no mesmo projeto grandes nomes sob a tutela de um de seus maiores nomes, e aqui ele continuou em sua posição consolidada. Sem surpresas, para o alívio dos fãs.



Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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