Al Jarreau – My Old Friend: Celebrating George Duke

Em seu último álbum de estúdio, Al Jarreau homenageia seu “velho amigo” George Duke ao lado parcerias que enriquecem a obra que é perfeita para uma ensolarada tarde de sexta. Para começar, a primeira faixa, que dá nome ao álbum, já demonstra qual a pegada que permeia todas as músicas:…

My Old Friend: Celebrating George Duke - Universal Music

Universal Music - 8.1

8.1

Um álbum lindo e com vários acertos . Uma homenagem que se transformou em o último álbum de uma lenda do jazz.

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8

Em seu último álbum de estúdio, Al Jarreau homenageia seu “velho amigo” George Duke ao lado parcerias que enriquecem a obra que é perfeita para uma ensolarada tarde de sexta.

Para começar, a primeira faixa, que dá nome ao álbum, já demonstra qual a pegada que permeia todas as músicas: um R&B com uma pitada de jazz. Aqui, a letra celebra a amizade de uma maneira saudosa, mas com leveza. Gerald Albright faz o solo de sax tanto nessa quanto em “Some bossa”, que realmente tem a bossa como elemento chave na música – detalhe para o solo de sax inspiradíssimo!

Dianne Reeves está presente em “Someday” e em “Brazilian Love Affair” e só posso dizer que escutaria sua voz incansavelmente! Nesta última, não é só no título que se percebe o “Brazil”, mas também no arranjo, no estilo do violão, na harmonia, em todas as nuances que puderam expressar alguma brasilidade.

Aos amantes do groove do soul, “Churchyherat” é mais do que agradável,com um inesperado solo de clarineta de Marcus Miller. Já “Every Reason to Smile” é para aqueles momentos dirigindo na estrada, cantando junto com a música, só alegria!

“Sweet Baby” e “No Rhyme, No Reason” são R&B clássicos. Com suas letras falando sobre relacionamentos e vozes femininas cheias de charme. Mas a surpresa foi encontrar em “Bring me Joy” uma fortíssima influência de Stevie Wonder, um deleite de música.

Um deleite de álbum para quem quer curtir um momento leve, celebrando amizades, talvez? Digo que é uma boa pedida.

Uma última recomendação é para deixar de fora a última faixa; bem esquecível e quebra a vibe do álbum.



Criada por família musical e artística, vive nutrindo sua essência com arte. Desde os 7 anos, é inspirada por Beatles, Disney e The Sound of Music. Listomaníaca, sonhadora e fascinada por organização, decoração e estilo;acredita que um bom papo com companhias queridas e culinária italiana à mesa é uma boa receita pra alegria plena. Manezinha apaixonada pelo frio, atualmente mora em Curitiba.


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