“57TH & 9TH” – Sting

57TH & 9TH (Universal Music)

Universal Music - 7.2

7.2

Um excelente, mesmo que esquecível, retorno de Sting ao Rock.

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O décimo segundo álbum solo de Sting, “57TH & 9TH” é o primeiro em muitos anos em que vemos o retorno de um Sting mais roqueiro, mais parecido com o Police, porém mais pasteurizado. A voz de Sting não é mais a mesma, mas dá pro gasto. Pela primeira vez em muitos anos, não há nenhuma incursão em terrenos desconhecidos e experimentações com outros gêneros musicais ou o que se convencionou a chamar de “world music”. É um disco direto, sem muita frescura.

A estrutura do disco é bem aquela padrão de Lado A e Lado B, com os singles na primeira metade do disco e segunda metade do álbum, é mais lenta, com várias faixas acústicas, contrastando a pegada um pouco mais roqueira do começo do disco. Várias das músicas poderiam ter saído de qualquer disco do Police, como a pesada “Petrol Head” e a primeira faixa e primeiro single, “I Can’t Stop Thinking About You”. Já nas acústicas, o destaque fica com “If You Can’t Love Me”.

No final das contas, Sting lançou um ótimo, porém esquecível disco. Depois de ouví-lo umas três vezes, nenhuma das faixas me causou uma sensação duradoura. A segunda faixa, “50,000”, foi escrita logo após a morte de Prince, na Sting pensa em seus companheiros de armas, mortos e perdidos, como soldados em busca de uma causa. As cinquenta mil vozes dos fãs que entoam suas músicas o tornam imortal, mas eu duvido que cinquenta mil vozes cantarão o refrão de qualquer uma destas músicas num show.



Designer, sociólogo de boteco, baixista de fim de semana, DJ ocasional, leitor ávido de Wikipédia e escritor de romances de gaveta. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.


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